Dr. Vivien Theodore Thomas


Dr. Vivien Theodore Thomas

Iconografia da HistóriaCurtir Página

24 de julho às 10:06 ·

 

Esse é Vivien Thomas, um dos principais nomes da história da cirurgia cardíaca. Mesmo com pouco estudo formal, e nunca tendo pisado num curso de medicina, Thomas foi decisivo para o desenvolvimento de instrumentos e tratamentos de doenças do coração. Ele se notabilizou por ser um dos desenvolvedores do tratamento cardíaco para a “síndrome do bebê azul”.

Vivien era filho de pessoas escravizadas e até os 18 anos realizava trabalho de carpintaria. Nessa profissão inventou vários instrumentos para o melhor corte da madeira. Após anos esculpindo madeira , arrumou um emprego de zelador no laboratório do Dr. Alfred Blalock, fez amizade com o médico e começou, nas horas de folga, a observar as experiências do chefe com a dissecação de corpos de animais. Em pouco tempo, Vivien estava auxiliando Dr Blalock em pequenas cirurgias e experiências laboratoriais, junto ao pesquisador criou instrumentos que proporcionavam melhores cortes, virou braço direito do chefe e começou a juntar dinheiro para cursar medicina. Durante a crise de 1929, viu o banco onde guardou toda sua poupança falir, Thomas ficou sem dinheiro.

Ajudado pelo patrão conseguiu um emprego de auxiliar de cirurgia cardíaca no famoso “Hospital Hopkins”, mas sofreu grande preconceito dos médicos do local, visto que a classe era formada por maioria absoluta branca. Por ser negro foi contratado como faxineiro, mas como era um habilidoso cirurgião se colocou a frente de algumas cirurgias e era constantemente consultado por alunos que faziam residência no hospital, nas horas vagas ficava na biblioteca do Hospital pesquisando os atlas do corpo humano e cardiologia.

Mas o brilho de Vivien tomou uma luz mais forte quando junto ao seu companheiro Dr Blalock realizaram a primeira cirurgia em um paciente com “síndrome do bebê azul”, Vivien não pôde encostar no paciente durante a cirurgia, mas em cima de um banquinho dava instruções para outros médicos participantes que ali operavam, o procedimento foi um sucesso. Em um período que o coração era um órgão quase intocável pela medicina, a dupla conseguiu avanços significativos na cirurgia para a correção daTetralogia de Fallot, que matava muitos bebês anualmente.

Após a morte de Blalock em 1964, Vivien permaneceu no hospital por mais 15 anos, ainda com registro de faxineiro.Somente em 1976, Vivien foi condecorado com um título de Doutor Honorário.

No entanto, por não possuir graduação em medicina, recebeu um título de Doutor em Direito. O Cirurgião também foi nomeado para o corpo docente da Johns Hopkins Medical School como Instrutor de Cirurgia. Por falta de condições econômicas nunca se formou em medicina, mas se construiu como um dos principais nomes da história da cardiologia.

 


#pracegover foto do topo mostra Vivien Thomas (homem negro) usando camisa branca e avental, encostado em um balcão , dentro de uma sala de cirurgia.

Texto – Joel Paviotti

Hospital de Rio Preto é referência em tratamento contra cardiopatia congênita

Veja o vídeo

Ops: Hoje, 22/09/2018 o Pedrinho, uma das crianças que vimos nesse vídeo, está internado em Hospital com uma virose e desidratado.

Se você crê em Deus, ore conosco pelo Pedrinho. Obrigado. Deus o abençoe, também.

Família luta por cirurgia para recém-nascido que nasceu com problema no coração, em Goiânia

Felipe Augusto Guerra tem 16 dias de vida e está internado em uma UTI neonatal de um hospital da capital; mãe disse que ele nasceu com ‘buraco’ em artéria e precisa ser operado.


Por Murillo Velasco, G1 GO

25/08/2018 16h30  Atualizado há 2 horas


Bebê está internado em UTI do Hospital Jacob Facuri, em Goiânia (Foto: Arquivo Pessoal/Joana Dark Gonçalves)

A família Felipe Augusto Gonçalves Guerra, de 16 dias de vida, luta para conseguir com que o do recém-nascido, que nasceu com um problema no coração, seja submetido a uma cirurgia, em Goiânia. De acordo com a mãe, a dona de casa Joana Dark Gonçalves, de 40 anos, o bebê nasceu com um “buraco” em uma artéria e precisa ser operado com urgência para sanar problema.

Felipe Augusto está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Jacob Facuri, em um leito regulado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a mãe, o bebê está respirando com ajuda de aparelhos.

Em nota ao G1, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o paciente está priorizado no sistema da regulação Goiânia, aguardando vaga para o Hospital da Criança, único prestador de Goiânia, que faz cirurgia cardiopata pelo convênio SUS.

“Meu filho nasceu há pouco mais de duas semanas. Quando ele nasceu, suspeitávamos de que se tratava de um problema no pulmão. Desde então, depois de vários exames, descobriram um buraquinho na artéria dele e disseram que coraçãozinho dele não havia fechado completamente, não tinha formado totalmente, aí precisa desta cirurgia para sobreviver”.

O que o Projeto Coração Valente faz?


Nossa proposta é a auto ajuda, de várias formas.

Portanto, antes de mais nada, você deve cadastrar-se.

Basta informar seu nome e E-mail e 

pronto.

Quando alguém perguntar algo,

Você poderá responder, se souber a resposta.

Alguém poderá informar

qual hospital atende os cardiopatas congênitos em tal cidade.

A mesma coisa com médicos e laboratórios para exames.

Enfim, tudo pode ser respondido, indicado, apoiado, etc.

Um (a) ajudando o outro (a) e todos orando uns pelos outros.

Simples né?

Vem com a gente, então!

Vamos construir um banco?

Faz algum tempo que não atualizo nosso blog. Tenho pensando bastante na relevância do nosso Projeto Coração Valente.

Comecei o PCV quando o Thomas ainda estava entre nós. Ele teve uma vida de 25 anos, três cirurgias, muitos cateterismos, milhares de exames, consultas e medicações. De certa forma, estávamos no jogo, o mesmo dos outros cardiopatas congênitos e isso facilitava nosso envolvimento com a comunidade dos cardiopatas congênitos, pais, parentes e amigos deles.

Depois da partida do Thomas, aos poucos foi ficando cada vez menos relevante para mim, fazer parte. Ninguém reclamou, mas senti as pessoas se afastando. Não sei se notaram uma postura diferente em mim ou, de certa forma, o fato de ter perdido meu filho. Talvez isso tenha sido desanimador para quem está lutando, ainda com muita esperança e eu posso entender isso.

Achava aqui comigo, que se não tinha mais o Thomas conosco, recebemos um treinamento riquíssimo para o enfrentamento desse tipo específico de situação. Obviamente, estamos aptos a ajudar e contribuir em favor dos que estão aí firmes.

Comecei a pensar sobre a necessidade de encontrarmos algo relevante, tanto para as pessoas como para todos nós. Comecei a fazer um curso em uma universidade norte-americana, cujo título é Fé & Finanças. Não sei quantos aqui sabem, mas sou especialista em captar recursos para projetos sem fins-lucrativos junto entidades cristãs. Acredito que pessoas são os nossos melhores recursos e elas podem fazer muitas coisas em nossas causas.

Então tive uma ideia, sugerida lá no meu curso. Eles já têm muitos outros meios de ajudar as pessoas em suas necessidades. Por exemplo, eles estão falando em “empréstimos predatórios” (aqueles oferecidos pelo mercado financeiro) e várias igrejas já estão engajadas em financiar dinheiro saudável para realmente saldar as dívidas das pessoas endividadas.

A minha ideia é transformarmos esse espaço em um banco onde se cadastrarão dois tipos de pessoas. Primeiro as pessoas envolvidas no tratamento de cardiopatas congênitos e também pessoas dispostas a ajudar. Por exemplo, uma pessoa representa um cardiopata congênito, como eu fazia quando tratávamos o Thomas, precisa levar seu valente a uma consulta médica particular e não dispõe do dinheiro para pagar a consulta, não tem um veículo, etc. Então essa pessoa cadastra essa necessidade aqui. Nós enviariamos a todas as pessoas essa necessidade, via E-mail e a primeira a se dispor receberá a incumbência de fazer o pagamento da consulta, diretamente ao consultório do médico, em nome do paciente, via cartão de crédito ou débito. Se precisar do veículo, alguém próximo poderia levar o valente e seus pais à consulta com seu automóvel,  providenciar junto a uma locadora ou locar uma ambulância, etc. 

Esse caso é só um exemplo para começarmos a planejar nosso banco. Todos vocês, tanto como eu, sabemos o tanto de possibilidades existentes na vida de um cardiopata congênito, desde uma simples consulta até uma complexa cirurgia nos Estados Unidos, passando por exames mais simples e outros muito complicados. Enfim, há muitos itens a serem resolvidos, tais como o transporte de um valente para um centro onde há o tipo de tratamento necessário.

Quando o valor for alto, cada um poderá informar quanto poderá dispor e nós iremos informando todos os dispostos a contribuir naquele caso. Quando tivermos todo o valor necessário, então cada um enviará sua parte prometida ao local onde o procedimento acontecerá. Evidentemente, o PCV cuidará para dar a máxima segurança para doadores e receptores.

Não haverá nenhum acréscimo e trataremos de conseguir descontos em todos os casos, desde que não haja nenhum prejuízo, por tanto. O Projeto Coração Valente não fara nenhum desconto nas doações. Minha pretensão será conseguir pessoas capazes a nos ajudar trabalhando voluntariamente, em suas casas e com seus computadores e internet. O PCV dará as informações necessárias.

Todos os envolvidos ficarão em nossos cadastros enquanto desejarem. Bastará nome e E-mail, talvez alguma mídia social que desejarem informar, para nós. Trabalharemos o nosso Banco via mídias sociais. Estou pensando em chama-lo de Banco do Coração Valente.

Claro que faremos propaganda e para isso também precisaremos contar com a doação de empresas de publicidade.

Enfim, são minhas ideias iniciais e quero ouvir e ler o que vocês pensam sobre essa ideia principal do banco e o resto do pacote, além de suas boas ideias, também.

Aqueles que oram habitualmente, por favor orem por essa ideia. Muito obrigado.

Que tal?

Um abração a todos.

Lou Mello

Se não tirar as ideias que tens remoendo dentro de seu peito, isso poderá te matar.

Thomas Henrique

Segundo Tomé, essas palavras foram ditas por Jesus e estão escritas nesse evangelho apócrifo.

Este ano (2018) decidi usar a minha jornada pelos dias 09 a 21 de abril para deixar o grande sofrimento de minha vida sair de dentro do meu peito, como tenho feito nos últimos cinco anos, após meu filho caçula Thomas nos deixar em definitivo.

Algumas pessoas mais corajosas ou donas de uma capacidade maior de sinceridade vieram a mim deixando claro suas estranhezas por eu compartilhar essa minha grande aflição, ano após ano.

Geralmente, espera-se a resignação e até uma grande introspecção de alguém em aflição pela perda de algum ente querido. Não é um dogma ou uma lei constante de alguma carta magna ou de uma constituição. É mais um daqueles códigos secretos dos quais ninguém fala, mas cumpre.

O Thomas viveu conosco quase vinte e cinco anos, faltaram só vinte dias para completar essa soma. Durante esse tempo, passou por três cirurgias de tórax aberto, dezenas de cateterismos, centenas de injeções, exames de sangue, exames de imagens, etc., e as hemodiluições (também conhecidas por sangrias) dos últimos tempos. A maior parte desse tempo ele passou dentro de casa. Era quase o menino da bolha, só faltou a bolha. Que me lembre, só esteve em uma praia uma vez. Chegou a se apaixonar via amor platônico uma ou duas vezes, mas morreu casto. No resto do tempo, virou um baita operador de PC, com um conhecimento acima da média em produção de vídeos.

Logotipo do SBT

Aprendi muito com ele. Também se tornou uma enciclopédia a respeito do Cheesperito (O Shakespeare mexicano) criador da Turma do Chaves, Chapolin Colorado e outros. Tratou de gravar e distribuir em DVDs, gratuitamente, os episódios não apresentados pelo sovina dono do SBT. No pequeno espaço ocupado por ele, fez uma grande e rica vida. Dificilmente haverá outros assim e cheios de felicidade.

Nós gostamos mais das pessoas sofredoras incapazes de dividir suas dores com as outras. Conversamos entre nós sobre a força e capacidade de carregar esse peso sem molestar ninguém. No máximo, aceitamos uma consulta com o psicólogo, sem direito a relatar como foi a conversa com Dr. Freud.

English: Sigmund Freud
English: Sigmund Freud (Photo credit: Wikipedia)

Alguns ainda aceitam saber qual o ansiolítico receitado pelo psiquiatra, outros preferem não saber.

O fato é, você não acreditará ou quase, mas há pessoas cuja decisão nessa hora é manter a dor da perda de um filho, uma mãe, um pai, etc., muito bem guardada dentro de seus peitos frágeis, pois revelar não é aceito como algo próprio para pessoas bem-educadas e/ou polidas. Eles até expressam aos outros seus desprezos por alguém capaz de revelar seu sofrimento em algum Facebook da vida atual.

Particularmente, tento escrever sobre minha cruz, nas redes sociais, sem dar ouvidos a todo volume, embora isso seja difícil. Sou um tanto metódico quanto a esse ponto. Se escreveu um comentário, não deixo sem resposta, mesmo sendo um simples “obrigado fulano/a! Um abraço.”

Quando o Thomas se foi, fiz questão de inserir a comunicação no meu perfil Facebook. Muitas pessoas deixaram seu recado. Quando digo muitas pessoas, estou querendo dizer, centenas, talvez milhares. E mesmo com a dor horrorosa naquele momento, fiz questão de responder a todos. Se não respondi alguma, foi sem querer.

A razão porque faço e fiz isso é para não morrer. O Thomas avisou a Dedé para tocar a vida à frente, caso ele faltasse. Imagino ser essa a vontade dele para todos nós, além da mãe, seus irmãos, avós, amigos, etc.

Ninguém, dentre os humanos, conseguirá sobreviver carregando uma cruz tão pesada como essa. Jesus sabia muito bem o que estava dizendo. Diria mais, não tente, você pode conseguir se matar. Nesse caso você estará traindo um filho amado, agora perdido, portanto você não poderá obter qualquer perdão dele e pior, ficará em falta com o filho amado de Deus.

Sabe, gente como eu experimentou e continua experimentando um tantinho do martírio sentido por Deus. Faz ideia da dor de Deus, podendo salvá-lo, entregá-lo para salvar a humanidade do fim perpétuo? Pois é, minha dor é imensamente menor em relação a dor do Pai, mas é um privilégio de poucos. Você não faz ideia sobre o que sei agora, a respeito da morte e da vida. De Deus e seu Filho Salvador e das boas novas do Reino vindouro.

Falta dizer mais algum motivo de sofrimento, quando deveria trazer alegria e júbilo; há um desinteresse Maduro por essa imensa riqueza. Só quem saltou a fogueira e queimou a bunda sabe o valor da minha, ou da nossa, experiência. Mas nós estamos nos juntando a Cristo como párias. Gente preferidamente marginalizada. Elas preferem um entardecer mais exótico ou belo, quem sabe uma excentricidade inglesa qualquer, manifestando sua indiferença por nós.

                                        Vídeo montado pelos amigos

Em meio aos manifestantes desses dias, há outros tão ricos quanto eu estou por ter recebido um dos maiores tesouros do Reino de Deus. O Thomas nos deu isso e não se trata de uma recompensa, mas o acontecimento, em sua forma inesperada para nós, redundou nesse galardão celestial.

“Aquele que encontrou a si mesmo, o mundo não é digno dele”.

Jesus, no Evangelho de Tomé

 

No porvir, o Thomas renascerá da água e da terra.

 

Testemunho de *Janaina Souto

De fev/abr de 20040- 22 de dezembro às 19:27

Estava com Larissa no pós operatório do Fontan (3ª cirurgia) Foi um pós operatório aterrorizante. Vivi cenas de ficção, filme, novela…um enredo bem conturbado. Quero tratar de um dia em especial. Vou contextualizar:

Contextualizando: Larissa estava com 2 anos. Teve forte crise de abstinência na UTI. Os movimentos involuntários e tremores estavam controlados. Restavam a dificuldade para dormir e os terrores noturnos. Já estávamos na Semi-UTI (um quarto ainda no setor de UTI).
Larissa estava muito magra e debilitada. S

empre de semblante fechado, até mal humorada. Não falava – o único som que emitia era quando gritava nos terrores noturnos. Apesar de insistir com TV e janela , ela se mantinha de ‘cara virada’. Pensei: tem algo errado! Fiz uns testes: me afastava e me aproximava em silêncio sem ter dela qualquer movimento ou reação. Fazia o mesmo falando e ela me ‘procurava’. Guardei em silêncio por uns 2dias, até que pela manhã a chefe da UTI (Dra. Kátia) me pergunta:
‘- e aí, mãe, tudo bem por aqui?’
eu ‘-não, doutora. Larissa está cega!’
expliquei meus testes. Repeti na frente dela. Balancei um chaveiro com uma miniatura de boneca diante dos olhos de Larissa e nada… encostava a bonequinha e era o suficiente para ela agarrar e dedilhar cada detalhe do chaveiro. Aquele dia todos que ent

ravam no quarto queriam entender e testavam com colares, objetos, silêncio, movimento… – Sim, ela não está enxergando. Vamos solicitar exames, parecer de oftalmo e neurologista. Fizemos os exames a tarde. Mainha e eu estávamos praticamente mudas no quarto. O oftalmo confirmou que ela não estava enxergando, mas não via motivo aparente. Aguardávamos o parecer do neuro .
Às 23h bateu a porta um trio de trovadores com um violão e cantaram COMO È GRANDE MEU AMOR POR VOCÊ. Lembro que chorei em silêncio. Agradeci engasgada e disse: obrigada! Pensei que era o neurologista. Ela está seca e estamos aguardando parecer. Que bom que vieram. Obrigada.
Eu estava em um hospital tido de elite.

Situado em bairro de elite. Era comum ver Adriane Galisteu e Jô Soares usando o heliporto e cruzando os corredores. Os vitrais do hospital são lindos. Os corredores, poltronas, a escadarias são de encher os olhos. Aprouve ao Senhor me permitir estar ali, aos meus olhos eu não teria condições financeiras de arcar,

mas correu tudo dentro do possível. Mas o que quero dizer é que eu estava carente. Estava num hospital de ‘grã-fino’, mas era uma pobre, cega e nua… carente de tanta coisa: apoio, abraço, carinho, dinheiro, comida, roupa, palavra… bem verdade que tudo me foi providenciado.

A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé

As vezes ouço de pessoas : ‘não precisa de presentinho para essa ala porque é de plano! ‘ ‘Música nessa ala só se eles quiserem porque é de plano! ‘ Como se carente fosse só SUS. Doença é coisa que iguala todos. Na enfermidade rico e pobre estão na mesma dura situação de diagnóstico ruim. Em hospital de grã-fino ou do SUS, ambos estão por necessidade, carência, não por opção.
Aplaudindo o grupo da Terceira que foi em hospitais públicos e privados do DF – todos são carecedores da mensagem do natal – Nasceu Jesus, o Salvador!
*foto dos trovadores é ilustrativa. O trio que me visitou também estava caracterizado assim.

Seguiu-se esse diálogo entre Janaina e eu:

 Luiz Henrique Mello Lou Legal, sempre peço para o pessoal escrever seus testemunhos para publicarmos, mas poucos o fazem. Agora, você pretende postar o final da história? Fiquei curioso. Se autorizar, gostaria de compartilhar no meu blog/site.

Responder21h

Janaina Souto a vontade, Lou! queria destacar a questão do estar sem algo – ainda que momentâneo. costumamos associar a carência a falta de recursos financeiros, mas carência pode ser falta de tanta coisa… e justamente por isso acho importante estender ações também a hospitais privados. Os presentes que levamos são simbólicos. custam menos de R$ 3,00, gosto mesmo é do gesto, da musica, do teatro.
Responder19h
Luiz Henrique Mello Lou Mas a visão de sua filha foi restaurada?
Janaina Souto sim… concluímos que fazia parte da abstinência as drogas.
* Ops:   Janaína Souto é super ativista em favor dos cardiopatas congênitos e representa a organização Pequenos Corações.

Enfim, é natal outra vez…

 

 Enfim, estamos próximos do Natal.

Já sei, o Lou vai pedir alguma coisa para os cardiopatas congênitos.

Oh, só se for “orações”. Meio aos trancos e barrancos, tenho sustentado o site do Projeto Corações Valentes e não temos dívidas, no momento. Claro,  todos os meses temos nossas continhas para pagar e temos planos para fazer algo mais pelos cardiopatas congênitos e familiares. Mas, só acontecerá se Papai do céu liberar as verbas.

Agora, um ou outro me perguntou a respeito de contribuir. Minha resposta é a mesma de sempre. Clique na aba “Para Doar” e faça o que Deus/seu coração mandar. Essa contribuição será repassada integralmente para o Projeto. Simples assim.

Agora, se você desejar doar algo para o missionário Lou, lá no fim da página “Para Doar” há instruções para tanto. Que fique claro, não estou solicitando nada. Deus sabe das minhas necessidades e na hora certa, do jeito certo, ele proverá. Se for assim, aceitarei com humildade.

Muito obrigado por tudo e um felicíssimo natal a todos, em especial aos nossos Corações Valentes, seus pais e todos os que sentem algo nisso.

 

 

Um tremendo abraço a cada um. Beijos nas carecas.

 

 

O Projeto Coração Valente necessita de amigos para ir adiante

O que faz qualquer projeto social cumprir seus objetivos são as pessoas envolvidas nele.

A quantidade de pessoas varia de acordo com a natureza do projeto. A administração eficaz recomenda termos tantas pessoas quanto necessitarmos.

A causa que abraçamos é a dos cardiopatas congênitos, crianças e adultos. No começo, lá pros idos de 1996, sonhamos com muitos projetos.

Tinha feito uma viagem recente aos Estados Unidos e tive a oportunidade de conhecer um hospital em Louisville – Kentucky onde havia uma ala (estou falando de um prédio de muitos andares) destinada aos cardiopatas congênitos, inteiramente. Fui convidado a conhecer, por dentro, as instalações, os móveis e utensílios, os equipamentos médicos de última geração e as equipes de atendimento, completas com todas as especialidades necessárias mais a possibilidade de convocar qualquer outro profissional em menos de cinco minutos, em casos de urgência. Todos trabalhavam com folga, calma e tranquilidade, pois estavam ali em quantidade suficiente.

Com esse exemplo em mente, imaginei o alvo de motivar alguém na iniciativa privada a construir um hospital com essas peculiaridades. Louisville tinha uma população de 250 mil pessoas quando estive lá e já havia esse exemplo de competência. Morei em Sorocaba – SP, cidade com população de 600 mil habitantes e PIB equivalente a Louisville.

Cheguei a conversar com uma assessora do prefeito sorocabano Dr.Vitor Lippe, um médico, na época e, também com o secretário de saúde da cidade sobre tal ideia. Certamente eles me tomaram como um lunático (nos meios sociais, me chamam carinhosamente de Lounático), até hoje, não dispõem de leitos em UTI suficientes para recém nascidos com problemas de saúde, quanto mais uma ala específica para os cardiopatas congênitos, em um prédio anexo, no Hospital da Unimed, Samaritano ou no Evangélico.

Muito embora as cardiopatias congênitas ocupem o primeiríssimo lugar na lista de mortalidade infantil dessa cidade, aliás, como em quase todas as cidades do país. Informação essa que você só achará aqui, porque políticos e mídia escondem esse detalhe.

Outros projetos me ocorreram ao longo dos anos, como a informatização do atendimento aos cardiopatas congênitos em nível nacional, o que nos daria autonomia e assim, agilizarmos exponencialmente o atendimento médico, especialmente os cirúrgicos e os procedimentos complexos. Mas o único implementado até agora foi esse site. Claro. Ele é um embrião para a ideia de informatização citada acima.

Isso me lembra minha participação em um projeto para a questão das crianças moradoras de rua em Sorocaba. Foi lá na secretaria municipal que cuidava dos problemas sociais da cidade, no setor destinado a menores. Esse projeto atenderia chamada realizada pela então primeira dama, esposa do presidente Fernando Henrique Cardoso, Ruth Cardoso, para candidatar-se à uma verba especial. Foi lá pelos idos de 1999. Sugeri implantarmos um serviço de monitoria informatizado das crianças de rua, de tal maneira que pudéssemos obter todas as informações delas e suas andanças, sem ser invasivos, mas no intuito de protege-las. Fomos contemplados e a grana enviada, mas nunca foi empregada no projeto, que nunca saiu do papel. E as crianças? Sei lá.

Fizemos muito, dentro do que podíamos, mas como diria meu pai enfaticamente, “uma andorinha só, não faz verão”. Precisamos de milhares de pessoas para deixarmos a fase do projeto e podermos implantar os projetos tornando-os realidades.

Sei como se faz por aí. Existem muitos de captadores de recursos trabalhando por aí. Cem por cento deles, correndo atrás de dinheiro. Sou um profissional nessa área, mas não corro atrás de dinheiro, preciso de pessoas. As pessoas nos ajudarão o conseguir o necessário, seja com conhecimentos, suas influências, suas apresentações, propagando nossas necessidades de mais e mais pessoas. Quanto a contribuições, Deus tocará no coração daqueles capazes de ouvi-lo e eles contribuirão, sem precisar lembra-los.

Então, comece fazendo sua inscrição nesse site. Veicularemos uma Newsletter mensal com notícias e artigos relacionados às questões afeitas aos cardiopatas congênitos. Agora se, por alguma razão, você tiver alguma lista de nomes (também contendo endereço, e-mail obrigatoriamente e celular, tel. fixo, gênero, idade, religião, etc. opcional) que possa doar, será espetacular. Pra você ter uma ideia, pretendo angariar 100 mil nomes, para começar. Com eles, enviaremos as Newsletter e outras informações de modo pessoal, via correio e fax. Não haverá possibilidade de inserir propaganda de qualquer espécie aí. Salvo as questões relacionadas aos nossos projetos relacionados aos Cardiopatas Congênitos e suas necessidades.

Outra ajuda seria compartilhar essa solicitação ao máximo, por todas as vias (redes sociais, etc.).

Esse projeto nunca foi uma pretensão minha. Ele pertence a uma comunidade e eu sou um mero ajudador, com vontade de contribuir como puder e assumindo a coordenação enquanto existir ou quando for melhor, para o todo, passar a bola.

Mais uma vez, fico muito grato a todos vocês, em nome dos cardiopatas congênitos e seus familiares.

Deus os abençoe abundantemente, sempre.

O Felipe Veríssimo partiu.

 
A imagem pode conter: 1 pessoa, sentado e close-up
Felipe Veríssimo.

28 minInstagram

Meu filho, meu amor, minha vida! Que difícil seguir em frente sem você.
Descansa em paz anjo lindo! Mamãe te ama pra sempre… Sempre mais…Mais que tudo.??

É com pesar que comunicamos o falecimento do nosso amado Felipe. Ele será velado e sepultado no cemitério Jardim da Colina em São Bernardo do Campo. O velório terá início hoje às 07:00h e o sepultamento será às 15:00h. http://www.jardimdacolina.com.br/

 

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